Desajeitada
Hoje sou tua cama
Hoje sou estrada
Cansei
Parei a beira do meu caminho
Sem destino, em desatino
Confronto certo com a vida
E basta apenas teu som
A sombra do teu sorriso
A poesia que fazem os contornos teus
As dobras do movimento
Em tudo isso, que sobrevive
É nonde me alimento
Nas solidões comoventes
Nos silêncios agonizantes
Tua voz rasante me suspira
E quase de novo acredito

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