Porque tu é um conflito
Reluto em conviver
Atento à teimosia
Fujo de mim
Apenas pra não olhar-te nos olhos
Saber da silhueta tua
Na posição e lugar em que mais me parecia guerreira
Onipresente e onipotente
Reinando sobre meu ventre
Insisto em redimir-me nos vícios
Inerte a toda forma de poesia
Hospedo em mim, tão somente, a anestesia
Valha-me toda serra
E cada curva bem fechada
Atento ao volante
Foco totalmente na estrada
Tu somes por um segundo
E me penetra o vento fresco
Desse solo fugidio
Mas em alguns tempos
Não me resta profissão
Rogo às janelas, e lhes faço procissão
Necessitando de um qualquer
Que me roube a atenção
E nesses dias
Tão funestos quanto honestos
Sou sozinho numa mesa
Com violão no colo
Te escrevendo pra que possa
Enfim viver comigo

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