A gente fecha,
se fecha,
fecha tanto,
tranca tudo, com medo de ser, de sorrir, de errar..
Abre,
essa Janela faceira,
Os olhos da alma, a virtude do ser
abre sorriso, abre a empada pra comer primeiro a azeitona, e rir ao invés de reclamar
Quando descobrir que bom mesmo era ter guardado ela praquela mordida do meio.
Volta
vê, e voa, que sem cunho te cunharam
Num berço varonil de mato e água, com cachorro e égua, tanta Guerra... mas vem trégua!
Quando se olha pro horizonte com esperança, aquela que existe
só no sonhar
só que acordado
e canta e vibra feito soldado sem farda que corre de volta pros braços da amada.
Vive a vida assim, num eterno retorno e reencontro
Dos prazeres que moram mesmo é dentro da gente, dos reflexos que nos sorriem nos espelhos, nas vidraças e nas poças das calçadas da Paulista.
Mas é pra ser hein
e sentir
Que eu sinto muito
Por nós.
Eduardo Bueno

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