Voa leve, voa vento.. corpo mole, suarento..
Sorriso grande, hora amarelo, hora colorido, oras..
Sente tanto, sente muito, sinto-me, sinta-se, síntese, sintaxe!
Pelos teus morros, me faço uivante
No teu ventre, entre seus levantes, amarelos, patos, patas, elefantes
Viagem tua, sideral é minha, em partes, em pratos, em prantos
Fumarola, fuma, rola, me enrola.. tanto
Te enrolo, em mim, por mim
Te engano, beijando onde não viu, realizando o que não se cumpriu
Navego vivo, não nego, meu pão com teu trigo.. me sacio
Noutros baluartes, luas cheias de saudade, banhos cheios de vontade, corpo vazio da santa trindade
Carne fraca!
Mente forte!
Corpo queimado, achocolatado, sendo assim é quase sinônimo de pecado
Imaginação, força, vontade, independência, sendo assim é quase sinônimo de pra sempre
Faceiro, leve, passageiro.. começa e termina no travesseiro
Renasce todo dia o dia inteiro
Se acende e queima, por dentro, por fora, marca o rosto com sorriso frouxo
Afundo, fundo tanta coisa no mundo aristotélico e platanista
Mecho os dedos de olhos fechados, nas teclas, nos lápis, nos teus segredos molhados..
- " Aqui já foi mar"
- " Vou aí te desbravar "
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Eduardo Bueno

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