Era diferente, sem torpor, tristeza
porque agora era?
De umas horas pra cá, frio abandono - desconsideração?
Tem o que aí que te consome? Insônia, brisa, fome?
Saudade tem que chegue
então chegue
Vem sem hora, sem demora. Mas vê se solidifica, e não só fica -- fumaça.
Sabe dor, que desatina sem doer? Pois sei
E depois é contentamento descontente
Faz isso diferente, pediria se pedisse ou pedir fosse bom
Só que bom é diferente
Natural como as flores que aparecem, como veio e agora vai. Mas é sentível
De momento não me faço, independente da equação que quiser modelar pra isso
Te constrói
por fora
Por dentro há segredos, sacrários, verdades, tabus.
Se tiver fala(r) !
que já não pergunto
É bom demais pra acreditar que é só presunto
Com vergonha declarada: palavras brandas demais pra esses olhos pro chão.
Eduardo Bueno

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