Quem sou eu

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Me descubro a cada dia, me transformo a cada novo passo e a qualquer momento ao dobrar uma esquina. É impossível ser descrito de maneira estável. Conheça-me através das postagens e algo mais.

4 de dez. de 2012

Lambda - 1

Eu vi muita coisa. Exatamente por não ver nenhuma de forma correta ou coerente. Eu flutuei ao infinito onde todos paravam no telhado, eu fiquei dias no fundo da água, eu me alimentei de luz e sombra. Mas eu não tenho nada.
A novidade nunca é bem vinda, a inovação fora de seu tempo gera desespero e depressão. Escuridão.
Eu vi minha vida em sete pedaços de pizza, eu vi a insignificância de quem eu sou e daquilo que me ensinam. Vi a insignificância de uma vida, independente das conquistas que se alcance.
Não há como matar o Ego, a vida é uma busca por satisfazê-lo. E a menos que me deem um ideal eterno, infinito e futuro, não há pelo que buscar.
Eu poderia desenvolver equipamentos e softwares que mudariam nossa forma de ver o mundo, que nos elevaria ao Olimpo e mais acima, que nos permitiria tocar as nebulosas e bronzear nossa pele nos Quasares. Mas fariam desgraça com tudo isso. Por que esse é o Ego. Por que isso é a vida.
Criarei uma máquina do tempo para uso particular, para reviver os instantes de que mais gosto; para que a vida revivida seja vívida, para que a vida tenha prazer constante. Fazendo a vida em valores discretos.
Por que? Eu não sei. Ontem eu percebi que não há porque responder as perguntas, e o questionamento é apenas uma necessidade pessoal.
Prenda-se ao que quiser, não se prenda, não seja ninguém, veja seu nome estampado em jornais, veja suas frases em outdoors, seja um rosto cobiçado, seja um rosto a ser chutado, seja nada, seja estrela, seja poeira.




Eduardo Bueno

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