Silencia-me
Sob o manto da mansa terra, leito do homem cordial
Silencia-me
Aos pés da boa fome que motiva à luta
Silencia-me
Ante a face oculta do passado histórico
Ouvi-me
Aos fortes roncos de despertar bravio
Ouvi-me
No farfalhar de mansos pés descalços
Ouvi-me
Na labuta dos dias de oprimidos gentios
Cala-te
Ao regresso no cano de arcabuzes
Cala-te
Ao sangue terroso disposto à mesa
Cala-te
Ao acolhido colonialismo de vosso chão
Ouça-te
Mameluca Cafusa Cabocla terra amada

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