Vi nossos rostos, nossas expressões, vi as marcas e contornos, certeiros e profundos de cada sensação. Cada quadro uma poesia, e a cada verso, um passo a mais pro profundo de nós.
Me perguntei legitimamente curioso, onde estávamos, onde estamos. Como a arte, expressando a história, nossas cenas, em par ou singulares, expressando passagens de alguma viagem, ou ainda de muitas, onde nos encontramos, nos embriagamos, sorrimos. Por vezes, paro por goles longos de tempo, revisito nossas caronas, as disputas, os mercados, as receitas, as descobertas, os descaminhos. Quando vamos de novo nos perder em caminho desconhecido, em meio a mata, pra nos encontrarmos sãos em nossos braços?
Vejo rostos antigos, distorcidos pelos prazeres das descobertas e dos encontros, por curiosidade, anseio e paixão, dos nossos corpos e ideias. Vejo rostos de ainda ontem, com risos frouxos, olhos fugidios, expressões prontas ou pré moldadas. Usamos as mesmas tintas por tempo demais, não trocamos o refil, ou abandonamos nossas paletas de cores?
Nosso eco nos diz de sua profundidade, e ressoa ainda mais fundo em nossas ausências singulares e coletivas.
Rezo ainda pelos álbuns, pra que não empoerem, pois que senão continuados, sabiamente sejam cuidados, como fomos em arte ou outra.

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