Não sai da minha mente
É evidente
Que toda essa gente
Sob liderança intransigente
Precisa aprender ir pra frente
É iminente
O caos insurgente
O fim fazendo frente
A esse povo descrente
Sempre incoerente
À nossa natureza expoente
Poxa gente
Você é gente
Indígena é gente
Quilombola é gente
Até quem sempre mente
Virou gente
Mentindo reiterativamente
O latifundiário incoerente
O deputado ausente
O excrementissimo presidente
É também gente
Totalmente
Indiferente
Ao Brasil presente
E não pense diferente
O vizinho ali de frente
A tia que empresta o pente
O primo que perdeu o dente
A mãe ausente
Embora tudo descrente
Tem responsabilidade crescente
Na destruição de sua gente
Se acha mesmo inteligente?
De pele branca e cabeça quente
De peito vazio e corpo doente
Agradece ao chão brasileiro, cidadão expoente
Ele que te aguente
Sabedoria é ser coerente
Amar terra, planta, bicho e gente
Entender que tudo tem seu gradiente
Que ninguém deve ser obediente
Ao que, e a quem, diz mandar de repente
Chão não tem divisa, nem registro pendente
Quem primeiro mentiu foi o escrevente
Do capital e da coroa insistente
Em tornar nosso povo tudo crente
Pra fazer abuso, e mentira como quem desmente
Roubando natureza, terra e vida, de todo ser vivente
Há quem aguente?
Todo dia ser subserviente
Viver a vida quase ausente
Lutar dia a dia insistente
E que no fim do dia não se lamente
Pela sorte sua e de sua gente ?
Que fique gravado na mente
Não somos coisa, somos vida permanente
De pele vermelha, preta e de algum branco resistente
Sabemos o poder da semente
Brasil resistente!

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