........................................................Um breve momento de distração e alívio mental.
Quem sou eu
- . Du =]~
- Me descubro a cada dia, me transformo a cada novo passo e a qualquer momento ao dobrar uma esquina. É impossível ser descrito de maneira estável. Conheça-me através das postagens e algo mais.
10 de jul. de 2014
Um ano nada convencional
Olha nós outra vez.. Depois de tudo, depois de tanto. Surgimos assim, do nada de nós dois, de um conjunto de desilusões, achando que no mundo não existia amor, não existia 'nós dois', que relação feliz era coisa de filme, que crescer junto era utopia..
No começo a gente tinha tanta vontade, tanta ânsia, tanta vontade de ver o outro de arranjar qualquer coisa pra ficar junto.. Mas a gente nem sabia ao certo o que queria, transformando a noite em dia, nossos olhos não desgrudavam, nossas mão não se deixavam... e o tempo foi nos ajudando, nos mostrando o outro em cada cantinho, fazendo lagrima rolar e muro cair.. olho fechar e sorriso se abrir, esse teu sorriso gigante, que deixa o olho tortinho, meu sorriso tortinho, que deixa a bochecha gigante..
O tempo, esse que nos ajudou, foi passando, seu cabelo diminuiu, minha barba cresceu.. Nós dois fomos sendo cada vez mais um só; no jeito de andar, nos tic's, nos toc's, nos jeitos de sorrir.. Fomos trocando nossos sabores e gostos; no açaí, no bixo de pé, no agridoce, no starwars, n'O terno, no Ibirapuera, no MAC, no MIS, em tantos quilômetros que não conseguimos contar nem mesmo os de um dia só.
Com tanto, com tudo, não faltou experiência, aprendizado, compreensão e incompreensão também. Com a fagulha de um erro la atras, a polvora de um erro aqui na frente e a palha desse nosso gênio indomável, a coisa toda explodiu.. a gente bem sabe! De inicio era só um rancorzinho, desses que se arrancam com um beijo, depois virou desentendimento, desses que só saram com um final de semana com chocolate e filme, aí o monstro gostou do sabor de nós dois, cresceu até ficar grande e sentar no meio da gente, sobrando um espaço enorme e vazio entre mim e você no banco do metrô. Fiz o que achei certo, não queria alimentar esse animal que consumia nossa alegria, não queria te ver triste por não ser mais quem eu fui, desisti de secar suas lágrimas e optei por estar longe quando elas caíssem.. E que golpe isso foi, um golpe daqueles que tiram o poder de Stalin em dois minutos, maior que qualquer vilania já vista em Cuba ou Bogotá, você sofrendo dali, e eu sofrendo de cá!
Com 10 minutos sem você me senti leve, em 20 minutos me senti pesado, em uma hora já havia desmoronado feito barranco em chuva forte.
Mas você lembra o tempo? Aquele que nos juntou, que nos fez sorrir, aquele que nos mostrou os caminhos leves e coloridos.. ele passou de novo, e novo. Vi que meu futuro não existia sem meu carocinho de manga, sem esse amor pra regar nosso destino, nenhuma manga ia madurar, nenhuma ursorujinha ia piar. Não quis aceitar ser velhinho sem velhinha, e sem velinha pra comemorar anos e anos de namoro, porque sim, eternos namorados.. haha. Soube que errar é humano, mas insistir nesse erro era infelicidade, tempo perdido, bobeira multiplicada e você longe demais da minha sacada..
Voltei, voltou, voltamos, você como sempre, muito mais homem que mulher, eu como sempre, muito mais manteiga que rapadura.. As consequências estão espalhadas por aí, a gente bem sabe, eu sofro de indignação com meu ego, você sofre por insistir em mim nesse momento.. Queria eu resolver isso tudo com um simples argumento, gritar a plenos pulmões ou dizer bem baixinho não importa, pra todo mundo saber que eu te aceito, desse jeitinho, meio torta, porque somos problema um do outro, somos solução nesse mundo perturbador que tenta cada dia ficar maior que nós.
Olha nós outra vez.. Depois de um susto enorme, com muitos problemas pra resolver, pessoas pra convencer e reconquistar.
Olha nós outra vez.. Agora muito mais astutos, mais adultos, completando, juntos, Um Ano de Juntos, juntos de verdade, pro que der e vier, cientes de que na distância aprendemos a ficar mais próximos, entendendo que nossos corações nunca se soltaram, depois do lençol onde se grudaram. E agora sabe do que mais ? Mais nada.. Pode vir sol, chuva, frio e trovoada, minha luz está com você e eu não quero mais nada.
Eduardo Bueno
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