Te amo sim, não me diga que não
Amo quando você não faz nada e não me põe a mão
Amo quando erra e não perde perdão
Amo quando perdida, me acha na solidão
E mesmo amando assim, pode me chamar de impuro
Se na minha ira descontrolada não escuto teu sussurro
Mas se no teu pranto e no meu desassossego
A falta que se sente é desse nosso aconchego
Não ha erro em afirmar que será eterno e um tanto passageiro
Com a vivacidade e alegria de amor ligeiro
Que se encanta e nos conquista por si, ser tão faceiro.
Eduardo Bueno

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