Esforçava-se pra manter os olhos focados na lua, mas a incandescência era mais cômoda... Queria ser incrivel a quem amava mas perdia-se em coisas superfluas que sua razão não se esforçava para compreender e ultrapassar... Sofria de intensidade exagerada, padecia de saudades e respirava eternidade.. via filhos correndo pela sala, e piqueniques com a esposa, mas não ultrapassava com facilidade os obstáculos diminutos e as sensações apregoadas... A escrita capturava sensações e momentos que o presente jogava ao passado e colaborava para a morte do (ultra)passado..
Valia pedir ajuda a quem tanto lhe ajuda? Valia pedir compreensão a quem tanto lhe compreende?
Amar também é aprender a compreender... amar é tanto..
Eduardo Bueno

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