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Me descubro a cada dia, me transformo a cada novo passo e a qualquer momento ao dobrar uma esquina. É impossível ser descrito de maneira estável. Conheça-me através das postagens e algo mais.

6 de abr. de 2012

Inrazão


Percebeu, a muito custo, que não pertencia ao mundo em que vivia; não plenamente.
Pertencia fisicamente, mas sua mente habitava outros mundos e percorria outros espaços. Se iluminava quando ouvia frases ou presenciava atitudes que havia visto em outros mundos ou sonhado em outros tempos. Mas entendeu que não era algo programado, era algo casual, era algo que as pessoas faziam sem saber o porque e nem o como, e faziam não porque era parte integrante de si, mas simplesmente porque aconteceu.
Quando ainda não entendia isso dessa forma, imaginou que essas pessoas eram diferentes, e iguais a si; quis toca-las, conquista-las, quis ama-las. Mas elas não precisavam disso, não sentiam o que ele sentia e não sentavam na mesma poltrona mal iluminada no interior da biblioteca. Agiam sem saber o porque agiam; agiam sem saber as consequencias de suas açoes. Realmente era dificil de se explicar, e ainda o é, pois quando sente, sente intensamente.. seja o bem ou o mal, seja o amor ou a indiferença. O que fez por quem amou foi sincero e real, assim como sua indiferença em tempos de consciência.
Há explicações sobre isso? Há somente idéias vagas, vindas de outros mundos, muito bem formuladas, mas inválidas no contexto terreno. Pode-se falar o quanto se quiser acerca disso tudo, pode-se escrever linhas e linhas, de palavras manipuladas ou não, com estribilhos ou paragrafos simples, e mesmo assim, só quem escreve entenderá plenamente.




Eduardo Bueno

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