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Me descubro a cada dia, me transformo a cada novo passo e a qualquer momento ao dobrar uma esquina. É impossível ser descrito de maneira estável. Conheça-me através das postagens e algo mais.

30 de mar. de 2012

Era eterno, era excesso.

 
 Era eterno conflito, 
 Conflito cerebral.
 Vácuo na cabeça
 E excesso emocional.
 
 Era orvalho pela manhã
 E carne morta no jantar,
 Aquele brilho que ele via
 Não tinha a força de cegar.
 
 Parecia adjunto conjuntivo
 Ou síntese de algum objetivo
 Mas se assemelhava a muriates
 Quando balançam suas roupas escarlates.

 Era eterno conflito, 
 Conflito cerebral.
 Vácuo na cabeça
 E excesso emocional.

 Quando acordava bem disposto
 Até mesmo limpava seu rosto,
 Seria agora reconhecido?
 Ou teria de andar sempre guarnecido?

 Malabarista de ilusões era ela
 Pintava seu amor com aquarela,
 Para que impregnasse nos corações frágeis
 e saísse facilmente com água e dedos ágeis.
 
 Era eterno conflito, 
 Conflito cerebral.
 Vácuo na cabeça
 E excesso emocional.

 Depois da merda ele disse: "Vá a merda!"
 Sem saber que de nada adiantava
 Enquanto ele sofria e escorria
 Ela, sentada com alguém, tranquilamente jantava.

 Entristecido, enfurecido, enlouquecido?
 De tudo isso ele havia esquecido,
 Não fazia idéia do que era essa dor
 Pois havia deixado, nas curvas do caminho
 O conhecimento sobre o que é Amor.



Eduardo Bueno

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