Era eterno conflito,
Conflito cerebral.
Vácuo na cabeça
E excesso emocional.
Era orvalho pela manhã
E carne morta no jantar,
Aquele brilho que ele via
Não tinha a força de cegar.
Parecia adjunto conjuntivo
Ou síntese de algum objetivo
Mas se assemelhava a muriates
Quando balançam suas roupas escarlates.
Era eterno conflito,
Conflito cerebral.
Vácuo na cabeça
E excesso emocional.
Quando acordava bem disposto
Até mesmo limpava seu rosto,
Seria agora reconhecido?
Ou teria de andar sempre guarnecido?
Malabarista de ilusões era ela
Pintava seu amor com aquarela,
Para que impregnasse nos corações frágeis
e saísse facilmente com água e dedos ágeis.
Era eterno conflito,
Conflito cerebral.
Vácuo na cabeça
E excesso emocional.
Depois da merda ele disse: "Vá a merda!"
Sem saber que de nada adiantava
Enquanto ele sofria e escorria
Ela, sentada com alguém, tranquilamente jantava.
Entristecido, enfurecido, enlouquecido?
De tudo isso ele havia esquecido,
Não fazia idéia do que era essa dor
Pois havia deixado, nas curvas do caminho
O conhecimento sobre o que é Amor.
Eduardo Bueno

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Grato pelo comentário. =]~