Percebia o medo que havia naquela voz.., e o desejo. Sentia-se pequeno, oprimido, o que fazer para acalmar seus anseios, aqueles os quais ele próprio havia provocado.. inconscientemente.
Sabia o quanto era significativo na vida dela, não sabia o porque, ultimamente pensava que valia tanto quanto o montinho de poeira que se acumula no canto da parede; mas assim o era, e queria recompensá-la.
Maior que tudo era o medo que ele próprio sentia, de provocar o incontrolável, de ferir e ser ferido como tantas outras vezes.
Os olhos dela esquadrinhavam cada parte do cenário, menos seus olhos... não era desinteresse, ele sabia, era insegurança e experimentação. Sentia-se descontrolado, mas não podia demonstrar, não agora que ela necessitava tanto dele ali, enquanto suas mão permaneciam imóveis, as dela percorriam todo e qualquer pedaço imaterial que existisse.
Optou por entregar-se e agarra-la, trazê-la de volta ao contexto. Se surpreendeu com a consumação do fato, havia sentimentos novos no tabuleiro, e um compromisso que ele não sabia ao certo como haveria de ser.
Sentia agora imensa vontade de ser bom pra ela, como pessoa, ela merecia. De gênio intenso, sorrisos fáceis e palavras que sempre estavam fora dos roteiros. Mas havia o medo a ser derrubado, talvez fosse esse enfim o acontecimento que o levaria mais perto da plenitude. Agradecia-lhe por isso.
As 1 e 40 da manhã ainda escrevia em seu blog. O acaso lhe ocorrera, e as rédeas haverão de ser suas.
O Autor

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Grato pelo comentário. =]~