Recomenda-se auscultar o áudio a seguir durante a leitura dessa passagem: -> Áudio
Flua! - disse eu - Saia, mostre-se, viva!!.
Mas mesmo assim aquele sentimento não saia. Decidi perguntar a ele o que estava havendo:
- É que sou muito confuso, provavelmente não tenho limites, por isso você não pode me tocar - ele me dizia - talvez por isso eu não consiga sair. Mas não é nada pessoal...
Ora, há de ser pessoal, pois é meu sentimento não é? Mas esse era do tipo teimoso ... daqueles pesadões que se derrubam no sofá e não levantam mais. Que poderia eu fazer para demonstrá-lo e assim aliviar de uma vez por todas essa mente anuviada?
Ele parecia não gostar de papéis, de sons, ou de viagens. O desenho não o representava, as palavras não diziam seu nome, e as paisagens não se sobrepunham a ele.
É altamente estranho conviver com um sentimento desses... você sabe que ele está ali, mas não sabe ao certo seu nome. Ele até conversa contigo as vezes... implantando idéias malucas ou fazendo com que você insista naquele caminho que disse nunca mais tomar..
Não é para se sobressair, nem parecer forte, muito menos para parecer fraco.. ou indeciso; é somente para se encontrar, creio eu.
Que confuso..
Mas enfim, quando encontrar o nome desse rapaz ei de gritá-lo a plenos pulmões... ouça bem.!
O Autor

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