Não podia se levantar
A mais linda das moças
Soube mesmo lhe amar
Ao recordar de seu passado
Tão gracioso e encantado
Ficava quieto e pensativo:
- Por que será que ainda vivo?
Se recordava dos beijos e dos gestos
Todos cheios de afeto
Que suas mãos deixaram escapar
E seus lábios não souberam falar
Apaixonara-se pelo sentimento e pela beleza
Daquela que conquistara-o com tanta leveza
Não podia explicar, não conseguia exprimir
Onde estava tudo aquilo, que insistia em não mais existir
Por mais que parecesse cruel ou feio
Era tímido e cheio de receio
Sabia amar como ninguém
Mas não aprendera a reconhecer
A sutileza do querer
Lhe restava sua cela
Limpa e iluminada
Que lhe fazia escrever
Muito sobre nada
Insistia em esperar
Que algo acontece
Tinha medo de ganhar
Pois não queria que perdesse
As moças já não eram iguais
Eram todas grandes e cruéis
Em suas roupas apertadas
E suas mão cheias de anéis
Onde estava aquele tempo doce
De alegria e paixão ?
Temia que a resposta certa fosse a que encontrara:
- Dentro de meu próprio coração.
O Autor

Show de bola, Parabéns!
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