Quem sou eu

Minha foto
Me descubro a cada dia, me transformo a cada novo passo e a qualquer momento ao dobrar uma esquina. É impossível ser descrito de maneira estável. Conheça-me através das postagens e algo mais.

3 de dez. de 2011

Confusão, Bagunça, Realidade.

 Alucinadamente se apegava ao som de sua mente. Sabia que era de suma importância que entrasse em harmonia consigo mesmo, mas ultimamente estava complicado.
 Estava tendo enorme dificuldade em lidar habilmente com o físico e o psicológico, como se já não pertencessem a mesma dimensão. Claro, não havia de ser diferente, o obrigavam a pensar em vários eixos com diferentes fasores e coordenadas; como não haveria de segregar idéias tão profundamente fundamentadas em bases ortogonais descomplexas ? 
 A loucura fazia parte de tudo, estava em cada movimento de seu eu físico, estava em cada frase imaginada por sua psique. O que deveria ser como preparo de miojo estava se saindo mais como o preparo de lasanha bolonhesa, com seus molhos e tempos de cozimento. Lasanha é melhor que miojo... 
 Via-se claramente em seus escritos que algo que antes pertencia a ele já não fazia parte do mesmo ser. E não era exatamente essa parte que ele estava determinado a descartar.. não não. A parte descartável é aquela que se tornava cada vez mais presente, cada mais forte, cada vez mais duradoura.
 A porta estava fechada.
 As janelas estavam travadas.
 Até mesmo os ralos haviam sido bloqueados.

 O que fazer? Levantava seus olhos em direção ao céu, mas aí lembrava-se de como o céu realmente é.... gases.

 Estreito corredor, candelabros enferrujados, espada embainhadas, tristeza, frio, escuridão.
 Olhos abertos, mentes ativas, perfumes adocicados, abraços apertados, beijos molhados, ilusão real.

 A chave estava em cima da mesa, mas sentia-se pequeno demais para perder tempo levantando seus braços e alcançando-a.... Qual o tempo em que seria devolvido a si mesmo? Qual o tempo em que voltaria a entender-se de forma completa? Qual o tempo em que aquele sentimento rebelde, introvertido e viciante assumiria a maldita posição de destaque.... Isso tudo o deixava louco. Seus olhos reviravam-se a todo momento, esquadrinhava cada canto da imagem formada em seu cérebro a procura sabe-se de que. Já não respeitava o momento de cada um, queria ser superior a todos, queria vencer tudo, levar tudo no peito .. mas aí seu joelho doía.

 Em seu íntimo sabia de duas verdades próprias:
[1] Quando tivesse a garota ao seu lado, se sentiria aliviado e em ordem.
                                                                  
[2] Se fosse mais forte do que costumava ser, poderia sobreviver a tudo aquilo e se dar bem, mesmo sem ela.

 Mas aí sentia-se burro, fraco e raquítico. Por que aquilo, aquele pequeno detalhe que deixou escapar lhe causava tanta dor? Ele não podia se render. 
-Mas os olhos dela brilhavam tanto. 
-Seja forte.
-Mas quero que ela me veja, quero vê-la.
-Apenas concentre-se.

 Sua cabeça doía... suas mão enrijeciam-se... sua mente estagnava em um só ponto: D: (P,A)
 O grito subia até sua garganta, mas a razão o estrangulava com força absurda, a mesma que ele desejava ser capaz de controlar para tapar aquele enorme vazio.

 "era fera demais
  Prá vacilar assim
  E o que dizem que foi tudo
  Por causa de um coração partido"

  

Há saída, há resposta, há solução pertencente aos reais, nós sabemos.

                                                                                                O Autor

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Grato pelo comentário. =]~