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Me descubro a cada dia, me transformo a cada novo passo e a qualquer momento ao dobrar uma esquina. É impossível ser descrito de maneira estável. Conheça-me através das postagens e algo mais.

1 de ago. de 2018

Âmargo

Olha quem vem
Poeta
Que perdeu o trem
Ouvindo os cânticos afastados
Dos anjos clericais
Empoderados tão somente
Pelos versos
Que o próprio escreveu
Olha bem
Que é difícil enxergar
O poeta que não se existe
Sem existir nem dor sente
Ou ama
Há então as chuvas
Ácidas ou meteoríticas
Confluências transcendentais
De um hiperespaço não diagnosticado
Os olhos são só humanos
As sensações são sagradas
Olha só
Como é bonito
Dureza traduzida em afago
Solidão traduzida em estrela
Dor silenciada sem pranto
Admira agora, essa arte, esse estado de poesia
Que antes, durante e depois da sua leitura
Ele é todo heresia

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