Queriam mesmo era o sufoco
A falta de ar diante das coisas
A falta das coisas diante dos dias
A penumbra totalitária rondava
Incessante
O emaranhado de potencialidades jamais materializadas
E o tempo seguia
Inexorável
Pros desamores
Pros desplanejos
Pra falta de saudade dos tempos anteriores
E cada toque novo é um poço de memória
Sendo também um desacato
Uma profusão de desvalorização e insignificância desmedida
Comedida, fica a ânsia
Guarda-se o querer em pequenos potes,
E pelos tamanhos pequenos podem ser então
Ignorados
Contribui-se muito para o não viver
Essa estafa, medida somente pelo peso do corpo
Que só pesa
Não mais representa
Cadê sua fuga?
Enrola
Queima outra
Eduardo Bueno

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Grato pelo comentário. =]~