A dor de aprender
Assemelha o perder, o prender
Faz tempo hoje
Que ontem acreditamos
Que todo amanhã chega
E hoje se considera demais
As fronteiras
As distâncias
Os barrancos
As barreiras
Tem tempo, que a gente acreditou
Que amor não se media
E que era amor por magia
Que podia mesmo ser
De chegar alguém na vida
Vindo donde fosse
E mudasse tudo, gostos, sabores, vontades e prazeres
Tem tempo já
Que as vezes eu deixo de sonhar
Pois o próprio sonho as vezes pede
Pede pra parar
Me lembrei que acreditei
Nas curvas dum sorriso
Sendo as próprias curvas da vida
E a gente cresce, aparece
Acredita cada vez mais num futuro sólido
E cada vez menos na solidez
De um sonho
De uma canção
Eduardo Bueno

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