Aguenta o outro se fazer de forte e manter a postura, enquanto ele mesmo se desmorona, fica todo mole e se deixa ser moldado pelas lindas mãos do amado.
Quem muito ama, sofre de desamor. Encontra no amor que da pro outro sua própria perdição. Enquanto ele ama, eu me alimento, quando ele grita, eu inanição.
O amor de quem muito ama, vem do amor que ele provoca no outro, e assim se cria a dependência, de quem por tanto amar, se afoga de carência.
Nosso amor é assim, hora teto hora chão, e se eu sofro é por querência de saber, a cor do telhado, e de ter sempre razão.
Que de solidão eu já vivi, mas o frio é muito intenso, e nas mãos desse amor eu me aqueço, inocente, achando que é mais do que mereço.
Mas de amor ninguém mais morre, ja tendo passado a escola romântica, mas fato é que me espinha, tua postura e semântica. E quem é que me acode? Se não minha boca e meus acordes, os dedos soltos que correm sem juízo e me trazem, as vezes, tua voz doce, que mesmo consciente da loucura, eu rogo e preciso.
Eduardo Bueno

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Grato pelo comentário. =]~