Vai, pra onde tu precisar, que sou teu porto seguro. Sigo também meu rumo, e me arrumo pra te encantar de novo quando tu voltar. Preparo uns tantos pratos e compro umas 600 paçocas.
Vem, te apóia em mim quando lembrar de umas tantas coisas chatas, daquelas que deixam a gente desligado do mundo real. A gente pega nossas pedras e bota no chão, faz um caminho bem bonito e deixa aberto o trinco do portão, que é pra voltar quando der saudade de esquecer.
Vai, te encontra aí dentro de ti, e onde precisar e onde quiser, tu me encontra, também em você. Que agora eu fico aí e não arredo pé. Tu só não me encontra na memória, que agora eu faço contigo a sua e a nossa história.
Vem, e olha pra mim com esse rosto desenhado, vem de olho bem arregalado e aquele sorriso que espanta as tristezas todas. Traz pra mim essa Lua toda e me deixa poetar sob tua luz.
Vai, mas antes vem pra cá e me abraça bem forte, pra eu ficar com um pouco desse cheiro que me faz querer ficar pra sempre... Me da só mais um toquezinho com essa vida em formato de lábio que tu tem, que é pra saudade não bater muito forte e não me tornar refém.
Vem, mas vem agora, vem correndo e sem demora, que eu já não me aguento. Tu já cresceu tão forte que sem ti eu fico manco e tropeço em tanta vontade, corre pra mim minha morena, ou eu me perco na saudade.
Eduardo Bueno

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