Mas a evolução é persistente, e hoje meu mundo é maior do que possa imaginar, e minhas mãos já não são suficientes para segurar tudo que existe dentro dele. Agora é preciso utilizar também a cabeça. Não como apoio, mas como direcionadora, para optar pelo que segurar.
Diferentes pessoas passaram por este mundo, ficando, partindo, falando, consentindo. Com algumas aprendi a rir, com outras aprendi a sonhar, algumas me ensinaram sobre o amor e suas diferenças, sobre o amor e suas contradições. Outras tantas fui eu quem ensinei, de maneira lúdica, vale ressaltar.
Provavelmente sou um viajante, por isso não me assusta o novo. Mas me assustam aqueles que se fazem maiores do que são, ou que buscam avidamente um lugar que não lhe pertence.
Num lugar de tantos rostos, não cabe achar todos estranhos, ou desconfiar de cada olhar. É válido a conversa, o rompante e o destemor, só assim o caminho se mostra.
Não há conselhos que eu possa vender, nem caminhos que possa lhe traçar. Opte sempre pelo pensamento e pela intuição. Doses certas de razão e emoção tornam seu eu mais equilibrado.
O Autor

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