Esta é uma série especial de duas publicações, escritas por mim, para mim, e que talvez sirva de inspiração para alguém.
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Caos. Sempre encontra-se ordem em meio ao caos.Eu nãos sou o Caos, sou a desordem, sou o desarranjo. Não busco padrões nem tangentes, não tenho limites, sou intenso, de intensidade exagerada e multidirecional. Sou a sombra, a redundância e o desarranjo. Por vezes nem sei o que sou, talvez não seja... Talvez.A miscelânea, as cores, os sons, os sabores, os gestos, tudo é único e comum na mesma intensidade, os amores, as paixões, os romances, os beijos...Beijos. Não se descreve um círculo através de infinitas retas, o círculo é sempre círculo, sem início , sem fim, sem meio, sem preocupação , sem distrações, sem vergonhas, sem divertimentos...Divertido. Descrever uma mente, um pensamento, uma ideologia, não os torna mais palpáveis, mais concretos, menos verdadeiros. Só há de haver o que é abstrato, a abstração da mente através do afunilamento de toda uma existência, sem ou com sentido, depende da ótica... Abstrato. Em um mundo onde humanidade se mistura com tecnologia, onde múmias valem tanto quanto propulsores hipersônicos, só o que não tem valor é a vida e o sentimento...o Homem.Exprimir-se é homossexualizar-se, ter opinião é ser superior e hipócrita, ser humilde é servir de capacho e passar por inútil, buscar por respostas é passar por cima de outros. Em um mundo caótico e padronizado, onde a mais alta imaginação vale a peregrinação de pombos, como é encontrar-se nesse mundo?Como é caminhar sobre esse solo? À que vale a pena entregar-se? Não tenho respostas, mas jamais deixo de ter perguntas.Minhas perguntas.
Talvez, diversão e beijos em meio ao Abstrato.
O Autor


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