Suas roupas pareciam adorar ser usadas por ela, se adaptavam perfeitamente ao seu corpo. Seus sapatos eram a cereja do bolo, e davam o toque final a personalidade com que se vestia.
Ao vê-la fiquei momentaneamente estuporado, nenhum de meus membros respondiam aos impulsos nervosos; quando seu perfume atingiu minhas narinas foi que despertei, mas não para a realidade e sim para um mundo onde todos os lugares tinham aquele cheiro, um toque fresco, adocicado e ao mesmo tempo quente e terno..
- Bom dia! - ela me disse; meu cérebro se agitou tanto que fiquei até zonzo.
- Bom dia... - consegui responder.
Caminhava com tanta formosura que era dificil não acompanha-la com os olhos. Sua delicadeza era tanta que não havia como não se apaixonar. Sua alegria ... contagiante.
Como seria agradável tê-la todos os dias, conhecer seus segredos, seus gostos, seus gestos, suas cores, seus cheiros... sua vida.
Como seria ótimo viver NOSSA vida.
Meus impulsos me impeliram a algo desagradável, como sempre o fazem... felizmente eu me emendo e começo a pensar.
Será que ela precisa que sua vida seja NOSSA vida tanto quanto eu? Qual a força que ela carrega em si? Porque eu hei de querer subjugá-la?
Diz-se que a beleza de uma flor não pode ser guarda, pois assim que arrancamo-as a beleza se esvai. Mas não é isso que pretendo [pretendia]. Posso ser o mais fértil dos terrenos e a mais pura das águas para manter sua beleza, posso ser o sol que lhe da energia; por que me dedicar é o que me encanta.
Descrever um sentimento é difícil, vender o nosso próprio é ainda pior...
O Autor

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